Meu ateísmo

Postado por: Jonathan Rocha M. Tags: Atea | Categorias: Depoimentos

outubro
10

Estudei a bíblia desde criança com ajuda de muitos instrutores e frequentei o culto das testemunhas de Jeová até meus 20 anos e só aos meus 23 que me tornei ateu quando decidi deixar certa laia de agnosticismo

que se arrastava por mais de um ano e meio. Meu passo que considero decisivo para livra-me de fantasias espirituais foi parar de fazer orações. Fui levado para o agnosticismo devido influência dos filósofos -entre os quais Nietzsche e Sartre- que após familiarizar -me com principais termos científicos e filosóficos, levaram-me a questões decisivas fazendo-me “sair do armário” e acabar com certos tipos de superstições rumo ao agnosticismo, porém tendencioso a um ateísmo. Alguns cientistas também me influenciaram tais como: Albert Einstein, Stephen Hawking e Neil deGrasse Tyson.

Antes dessa transição de agnosticismo para o ateísmo- até os meus 20 anos- eu mal sabia o significado de ateísmo e não refletia sobre deuses e religiões, sempre me incomodou a ideia de justiça de um deus- que chamam de a vontade e a justiça de Deus. Uma religião que admirei, aliás, a única foi o budismo pois não há deus nela.
Não foi- e ainda não é – fácil lidar com muitas coisas cotidianas, pois durante muito tempo não sabia como lidar com as consequências de ser ateu (Hoje sou mais esclarecido/maduro), nós pessoas de mente aberta temos que saber lidar com as pessoas para evitar “gasto desnecessário de saliva”e uso demasiado de “energia cerebral”. Meus estudos em psicologia, filosofia e sociologia me ajudam bastante, assim como a leitura de livros e artigos científicos. Sou Humanista e apaixonado pela ciência, destaco muito a revolução pós idade média, e assim como sigo a “visão” nietzschiana que critica ferozmente as “vitórias” das religiões- em especial do cristianismo- eu também compartilho a “visão” do biólogo Richard D. sobre fé e ciência.
Para todo lugar que me direciono encontro igrejas, pessoas religiosas, fanáticos, pessoas exageradamente iludidas se desgastando em seus cultos, com seus deuses, demônios e semelhantes espécies de equívocos da razão, paranoias. Como diria Freud: neuroses infantis.
*Tudo isso para mim, hoje, é tão ridículo como crer em papai Noel ou contos de fadas.
Quando reflito sobre os seres humanos e tudo que realizamos, estamos realizando e podemos realizar- todos estes processos sociais- enxergo que: existe o bem, que somos capazes de sermos bons assim como o oposto, mas sei bem o quão é complicado essa questão e como a balança parece pesar mais para um lado- as vezes- e sei bem também o quão pesado é o fardo desta questão.
Hoje continuo vivendo, sobrevivendo e sonhando neste “mundo brasileiro” com muitas preocupações em meio a tantos problemas sociais e econômicos que me atinge direta e indiretamente, porém estou firme em meu posicionamento. O ser humano pode/deve esclarecer e melhorar a política mundial e sei que a educação é fundamental cabendo a todos estarmos conscientizados dos deveres que só cabem a nós tomar as rédeas e guiar nosso caminho perante todo absurdo, estranheza e também beleza que é a realidade.

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