DE QUASE SEMINARISTA À ATEU

Postado por: Márcio Antonio Gomes de Moura Tags: Atea | Categorias: Depoimentos

outubro
23

Meu nome é Márcio, tenho 20 anos e sou brasiliense. Vim de família bastante religiosa, onde o catolicismo rege alguma das regras da nossa casa. Desde criança me pergunto: – Porque deus não fala conosco? Qual o propósito de deus nos outros planetas? será que lá existe igreja? pode parecer um pouco tosco, mas são simples questionamentos que deixam religiosos sem respostas. E a única resposta que eles nos passa é: “São mistérios”.

Estudei a igreja católica durante dois anos, dos 18 aos 20, e comecei a perceber que aqueles sacramentos e dogmas eram como instrumentos de controle, mas sempre omitia com medo dos meus amigos religiosos ficarem bravos. Na igreja católica se fala muito em corpos incorruptos dos santos, esse paradigma foi quebrado por mim na minha paróquia, quando descobri que aquilo não passava de embalsamamento e por conseguinte fui taxado de herege. Mas a verdade veio à tona. Os “ignorantes” deram uma pesquisada e viram que a decomposição dos santos não aconteceu por conta do embalsamamento. Sempre sonhei em ser um dos formadores dos jovens da paróquia, porém nunca tive oportunidade por ter fama de herege. Confesso que fiquei muito chateado com os “santos homens” daquela paróquia, por que não tive aquela oportunidade de ensinar os mais novos a pensarem. Mas graças a isso, comecei a pesquisar a ciência e grandes pensadores como Freud, Richard Dawkins e Lawrence Krauss e eles começaram a abrir meus pensamentos e eu comecei a ver que estava preso pelo medo, pela mentira e por uma instituição suja, que guarda seus verdadeiros segredos a sete chaves.

Em 2015 visitei o seminário maior de Brasília, e fiquei com dúvidas se ficaria ou não, pois estava “discernindo minha vocação” como dizem os cristãos. Percebia que muitos seminaristas estavam ali não por vocação, mas por medo de alguma coisa e essa coisa só descobri há pouco tempo atrás que é o inferno. Hoje me sinto livre, me sinto feliz por não ter que me confessar com um padre, por não ter que seguir regras impostas pela igreja, por não ter que ver as coisas somente pelo lado da fé. vi muito pelo lado da fé e quando passei a estudar a razão, refutei quase tudo que aprendi durante esses dois anos. E se você me perguntar se me arrependo ou tenho medo do inferno, confesso que não! Uma pena que muitos estão se afastando de mim por esse simples fato de ter abandonado a religião, pois eu adorava está ali no meio dos jovens da igreja, mas a vida segue e devemos aproveitá-la ao máximo, pois a vida é muito curta e quando morrermos não teremos a eternidade.

Márcio Antonio Gomes de Moura
marcioagmoura@gmail.com

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