Ritos de passagem são aqueles que marcam momentos importantes na vida das pessoas. Os mais comuns são os ligados a nascimentos, mortes, casamentos e formaturas. Em nossa sociedade, os ritos ligados a nascimentos, mortes e casamentos são praticamente monopolizados pelas religiões. Já as formaturas não costumam ser, em si, religiosas, mas frequentemente têm importantes momentos religiosos. Como podem se posicionar ateus, agnósticos e todos os demais não-religiosos quanto a isso? Esta seção é para ajudá-lo a responder essa pergunta.

Há muitas saídas possíveis. Os não-religiosos que não se importam em participar de cerimônias religiosas não terão problema algum. Mas há também aqueles que entendem a religião como um mal e rejeitam qualquer tipo de influência religiosa em suas vidas podem procurar alternativas puramente seculares. A ATEA espera poder ajudar essas pessoas fornecendo idéias, apontando recursos e indicando pessoas que possam conduzir esses ritos.  Um bom lugar para pesquisar idéias a respeito desse tema é a página do facebook da ATEA.

Naturalmente, excluir todas cerimônias religiosas pode não ser possível no caso de formaturas, em que o cerimonial é uma decisão pactuada pelo grupo de formandos -- ou, mais comumente, fixada sem qualquer consideração pela diversidade dentro do grupo. Nesse caso, pretendemos oferecer textos que ajudem os formandos a se posicionar com clareza e modelos de cartas que eles podem enviar à comissão, expondo seu ponto de vista. E, é claro, o formando sempre tem a opção de não participar do processo de formatura, ou simplesmente se retirar nos momentos religiosos. Não resta dúvida de que os demais formandos têm todo direito de promover as cerimônias religiosas que bem entenderem, mas surgem problemas caso elas se misturem aos momentos não religiosos ou sejam financiadas pelo dinheiro que é de todos.

Se você está interessado em cerimônias seculares, uma boa referência é a página ceremonies, da British Humanist Association